sexta-feira, 27 de abril de 2007

Virada Cultural - SP


O governo cortou verba da cultura e diminuiu os eventos que aconteciam por todo o ano, em especial na periferia. Além disso, esse ano a cultura popular vai ter uma participação rídicula no evento, nem um mísero cortejo de maracatu da vila madalena (nem que fosse isso). Ainda assim, Nação tocando Da Lama ao Caos, João Donato mandando A BAd Donato, e Racioanais ao vivo na Sé é imperdível... E tudo di grátis


PALCO PRAÇA DA SÉ - palco 'dos mano'

18h - Alceu Valença (Espelho Cristalino 1977)

21h - Andrew Tosh (Jamaica)

0h - Nação Zumbi (Da Lama ao Caos 1993)

3h - Racionais MCs e convidados


PALCO BOULEVARD SÃO JOÃO/ANHANGABAÚ - palco Vanguarda paulistana

18h - Aguiar e Banda Performática

20h - O Teatro Mágico

22h - Sérgio Dias

0h - Clube do Balanço convida Erasmo Carlos

2h - Grooveria Eletroacústica convida Ed Motta

4h - Gerson King Combo

6h - Skowa e a Máfia (La Famiglia 1989)

8h - Karnak

10h - Pato Fu

12h - Premeditando o breque

14h - Língua de Trapo (Disco Azul 1982)

16h - Moraes Moreira e Armandinho (Cara e Coração 1977)

18h -Zélia Duncan


PALCO VIEIRA DE CARVALHO - palco das múmias

18h - Os Cantores de Ébano

19h45 - Evaldo Gouveia

21h30 - Gafieira Brasil

23h15 - Ângela Maria

01h - Cauby Peixoto

2h45 - Fernando Ferrer (Cuba)

4h30 - Samba de Rainha

6h15 - Yara Marques (marchinhas)

8h - Traditional Jazz Band

9h45 - São Paulo homenageia Antonio Rago

11h30 - Ademilde Fonseca

13h15 - Doris Monteiro

15h - Tito Madi (Balanço Zona Sul 1966)

16h45 - Orquestra Tabajara


PALCO BARÃO DE ITAPETININGA - palco 'já fomos rebeldes'

18h - Percy Weiss

19h45 - Tutti Frutti

21h30 - Serguei

23h15 - A Patrulha do Espaço

1h - Made in Brazil

2h45 - A Chave do Sol

4h30 - Golpe de Estado

6h15 - Beatles 4ever (Magical Mystery Tour 1967)

8h - Rogério Skylab

9h45 - Cólera (Pela Paz em Todo o Mundo 1986)

11h30 - Ratos do Porão

13h15 - Garotos Podres (Mais podres do que nunca 1985)

15h - Os Inocentes

16h45 - Camisa de Vênus


PALCO DE DANÇA - ANHANGABAÚ

18h - Escola Municipal de Bailado -"Les Sylphides"

19h - Cia de Dança Ivaldo Bertazzo -"Milágrimas"

20h - Cia de Dança de São José dos Campos (FCCR) - "Suíte Don Quixote" (R.Shei)

21h - Ballet Stagium "Dança Chico Buarque" (Gidali/Otero)

22h30 - Cia Omstrab (Fernando Lee)

24h - Balé da Cidade de São Paulo - "Divinéia " (Jorge Garcia)

1h - Grupo Raça - "Tango sobre Dois Olhares" (Roseli Rodrigues)

2h - Discípulos do Ritmo/ Frank Ejara e Convidados -Funk Fanáticos e Quemical Funk

3h45 - Djembedon - Fanta Konate e Peti Mamandi

7h15 - Moçambique de São Benedito de Cunha

8h30 - Índios Pankararu - "TORÉ"

9h15 - Pastoril "Grupo Ó de Casa"

10h - "Entranças" - Grupo Balangandança

11h40 - "Os Favoritos da Catira"

13h15 - "Alma Portuguesa - Tudo isto é fado" (João Roberto de Souza)

15h15 - "Os Meninos do Morumbi"

17h - Moçambique da Nova Gameleira"

17h30 - "Congo Feminino da CABANA"PRAÇA RAMOS"CORPO INCRUSTADO II" - Célia Gouvêa


TEATRO MUNICIPAL

18h - Raul de Souza (Sweet Lucy 1977)

21h - João Donato (A Bad Donato 1970)

0h - João Bosco (Centésima Apresentação 1983)

3h - Jards Macalé (Farinha do Desprezo 1972)

6h - Central Scrutinizer Band (Overnight Sensation 1973/Frank Zappa)

9h - Germano Mathias (Ginga no Asfalto 1962)

12h - Sérgio Ricardo (Deus e o Diabo na Terra do Sol 1963)

15h - Zimbo Trio e Fabiana Cozza (O Fino do Fino 1965/Elis Regina e Zimbo Trio)

18h - Paulo Moura (Radamés 1959)


PIANO NA PRAÇA - D. JOSÉ GASPAR

18h - Nelson Ayres

20h - Débora Gurgel

22h - Amilton Godoy

24h - Léo Mitrulis

2h - Guilherme Ribeiro

4h - Christianne Neves

6h - Giba Estebez

8h - Andre Marques

10h - Nelson Bergamini

12h - Michel Freidenson

14h - Mario Boffa Jr

16h - Laercio de Freitas


CALÇADÕES - XV DE NOVEMBRO

PISTA

118h - dj Carlos d Justo

20h - dj Dabolina

22h - dj George Actv00h - dj Maxwell

2h - dj Kammy

4h - dj Ramilson Maia

6h - dj Snoop

8h - dj Camilo Rocha

10h - dj Mara Bruiser

12h - dj Mau Mau

14h -dj Felipe Venancio

16h - dj Andy


PISTA 2

18h - Barizon

20h - Tati Sanches

22h - Corejoy LIVE

23h - Jokke Ilsoe (DINAMARCA)

1h - Shamanix

2h30 - Demonizz

3h30 - Duophonix

4h30 - Fabio Leal

6h30 - People

8h - Teen Sluts LIVE (MÉXICO)

9h - Rodrigo Leal

11h - Broken Toy LIVE (ÁFRICA DO SUL)

12h - Vidigal

14h - Visual Paradoxx LIVE (ISRAEL)

15h - Skulptor LIVE

16h - Gui Milani

18h - Propulse LIVE

19h - True to Nature LIVE (DINAMARCA)


IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS

Largo do Paissandu


Missa conga - 11 horas

Terno de Congo 13 de Maio de Goiânia- GO

Banda de Congo de Ibiraçu - ES

Moçambique da Nova Gameleira - MG

Congo Feminino da Cabana - MG

Moçambique de São Benedito de Cunha - SP


TEATRO E CIRCO NA PRAÇA DA REPÚBLICA

18h - Cia. Teatral Controvadores - Num meio dia de fim de primavera

19h30 - Cia. Troue Serapiões - O rapaz que apanhou das moças por não saber namorar

21h - Clube da Sabotagem - A melhor fatia ou o que Doroti quer

22h30 - Grupo Experimental de Teatro - Aquele que diz sim e aquele que diz não

0h - A Fornalha - A Praga

1h30 - Grupo Alma - O Reveillon de 77 - O Apólogo do Pato Selvagem

3h30 - Teatro da Diversidade - Vinicius, uma homenagem a mulher

5h - Grupo Quebra-Cabeça - A Armadilha

6h30 - Serial Cômicos - A Farsa do Boi

8h - Cia. Teatral a Vaca Tossiu - Contos de Ferver o Mar Rei Valentim

9h30 - Desencontrarios - O Ursinho que não Queria Dormir

12h30 - Cia. Du Xuxu -Circo do Xuxu

14h - Inventa - Desinventa

15h30 - La Mínima - Reprise

17h - Acrobático Fratelli - Circorreria


INTERVENÇÕES VOLANTES PELO CENTRO

Russo Jazz BandDobrados Desvairados - Lívio TragtembergPandurados na Cidade - ARES - Ateliê de PerformanceMonociclo - Rodrigo Racy/CicolandoTV Maluca/Risopatrulha - RocokózBanda Palhaçal - Circo e CiaA Folia Pede Passagem -Trup TrolhasGuarda de Trânsito de Pessoas - Kerson FormisO Fuscalhaço - Grupo Manifesta de Arte CômicaFurufunfum Móvel - FurunfunfumTeatro de Marionetes -Rafael LeidensAuto-mútuo-conhecimento - Tânia Mello Neiva e Tatiana TardioliAlexandre Roit - QuixotePat e Lincoln - BicicletasIvo 60 - IntervençõesFabio PhantomArkanusVinixsour GhostAl SantsuLeeloosionistMágico DougLui RickMágico - OzFogança - Abacirco


PALCOS CARDEAIS


GUAIANAZES -PRAÇA DE EVENTOS - ZL

21h - Rene Sobral

23h - Grupo Redenção

1h - Arlindo Cruz

3h - Leci Brandão


PEDREIRA -SETE CAMPOS - ZS

10h - É de Cantar e de Brincar - Cia. Do Miolo

12h - Ao Cubo

14h - Dudu Lima

16h - Cordel do Fogo Encantado

18h - Farufyno


PARADA DE TAIPAS - CAMPO DO CITY JARAGUÁ - ZO

10h - Histórias do Japão - Cia. Provisório-Definitivo

12h - Trilhas e Raízes

14h - Roto Roots

16h - Edu Ribeiro

18h - Expressão Regueira


PARQUE DA JUVENTUDE - ZN

10h - Canópolis- Patrulha Canguru

12h - Arruda Brasil

14h - Luiz Carlos Batera convida 'Black Rio' Original

16h - Rappin'Hood

18h - Almir Guineto


TEATRO NOS PARQUES


PARQUE DO POVO - TEATRO VENTO FORTE

14h - As 4 chaves

16h - A Centopéia e o Cavaleiro


PARQUE RAUL SEIXAS

15h - A Princesa Africana e a Cobra Leão - Grupo Mão na Luva


PARQUE GUARAPIRANGA

15h - Perfeição - quando a tempestade nasce das luzes - manicômicos


PARQUE JARDIM FELICIDADE

15h - É Nois na Chita - Namakaca


PARQUE SANTO DIAS

15h - Circo Navegador


CEUs

ALVARENGA

19h - Jorge Mautner (aula show)

16h - Duofel


ARICANDUVA

17h - Naná Vasconcelos (aula show)

17h50 - Espetáculo: O fantasma em cena


BUTANTÃ

18h - Espetáculo: Zé da vaca

17h30 - Chico César


CAMPO LIMPO

18h - Geraldo Azevedo

11h - Espetáculo: Idéia de jerico


14h - Espetáculo: O soldadinho de chumbo

16h - Banda vocal Persepton


CASA BLANCA

19h - Davi e Moraes Moreira

14h - Espetáculo: Um dia especial


CIDADE DUTRA

16h - Espetáculo: Dita Onça e Cabra Rita

15h - Maurício Pereira

17h50 - Theo de Barros e Ricardo Barros


INÁCIO MONTEIRO

19h - Alaíde Costa

11h - Espetáculo: O Encantado Circo Estrela


JAMBEIRO

17h - Edgard Scandurra


MENINOS

18h - Fernanda Porto

10h - Espetáculo: A menina que descobriu a noite


NAVEGANTES

18h - Gabriel Moura

10h - Espetáculo: Simão e o Boi Pintadinho

16h - Tetê Espíndola (aula show)

17h50 - Espetáculo: A Peleja de Deus e do Tinhoso Pru modi Cipriano


PARQUE SÃO CARLOS

18h - Espetáculo: Gandhi

11h - Espetáculo: Cidade AzulTarde hip hop

17h50 - Danilo Caymmi


PARQUE VEREDAS

18h - Tom Zé

15h - Espetáculo: O catador de lixo


PAZ

18h - Cida Moreira

15h - Adilson Godoy (Trios brasileiros)


PERA MARMELO

20h - Cidadão Instigado

16h - Chico Pinheiro


PERUS

18h - Jane Duboc (aula show)

15h - Espetáculo: Portinari Pé de Mulato


ROSA DA CHINA

18h - Eduardo Agni, Flavio Venturini e Mônica Salmaso

14h - Espetáculo: Terreiro de Folia


SÃO MATEUS

18h - Thaíde

10h - Juca Chaves


SÃO RAFAEL

18h - Gafieira São Paulo

10h - Espetáculo: Levadas da Breca

16h - Espetáculo: A Festa dos Pescadores


TRÊS LAGOS

18h - Zé Geraldo e No Stopa

14h - Espetáculo: Boi do Mato

17h - Espetáculo: Precisa-se de um mané


VILA ATLÂNTICA

22h - Nana Vasconcelos (aula show)

17h - Espetáculo: Brasil de Cabelos Brancos


VILA CURUÇÁ

18h - Luiz Vagner

15h - Espetáculo: Tarde de Palhaçadas


Mais informações: Prefeitura.sp.gov.br


quinta-feira, 26 de abril de 2007

Origens do Blues - Parte 1




LEADBELLY - Grande parte da popularidade do blues entre a platéia branca se deve a Huddie Ledbetter, um sujeito nascido em 1889 na Louisiana e que o mundo conheceria apenas como Leadbelly. Aos 14 anos Leadbelly já dominava o violão com maestria, após ter passado boa parte da infância ouvindo blues, música folk e spirituals. Nessa época, o pequeno Leadbelly era freqüentador assíduo dos bordéis de Mooringsport onde, além de se divertir com a mulherada, assistia a performances de velhos bluesmen.

Nos primeiros anos do século XX, Leadbelly trocou o violão pelo instrumento que seria sua marca registrada, a viola de 12 cordas. Além deste instrumento, o músico também dominava o bandolim, acordeão, piano e gaita de boca. Em 1915 ele acompanha por um tempo o lendário Blind Lemon Jefferson, com quem aprende a técnica do slide guitar. Em 1917, Leadbelly se mete em uma confusão e acaba matando um cara com um tiro. Condenado a 30 anos de trabalhos forçados na prisão texana de Shaw State, ele se torna um dos presos mais populares do local devido a seus talentos musicais. Oito anos depois, a prisão recebe a visita do governador Pat Neff que, sensibilizado com as canções de Leadbelly, resolve conceder perdão ao músico.

Leadbelly volta a estrada, mas em 1930 é preso novamente e sentenciado a 30 anos de cadeia por tentativa de assassinato. Foi cumprindo pena na penitenciária agrícola da Louisiana que ele conheceu o pesquisador John Lomax, que viajava pelo sul dos Estados Unidos com seu filho Alan, coletando canções tradicionais para os arquivos da Biblioteca do Congresso. Leadbelly era tudo que os pesquisadores sonhavam encontrar, uma enciclopédia ambulante do tradicional cancioneiro popular americano. Com a ajuda de Lomax, Leadbelly é solto mais uma vez e passa a trabalhar como motorista para o pesquisador. Enquanto isso, o músico gravava em equipamentos semi-amadores o máximo de canções que ele conseguia. Lomax planejava transformar Leadbelly em uma estrela e, de quebra, ganhar rios de dinheiro. Para isso, o agora empresário passou a promover Leadbelly quase como uma atração circense. Aproveitando o fato de que Leadbelly havia passado algumas temporadas na cadeia, Lomax fazia o pupilo se vestir com roupas listradas de presidiário em suas apresentações e sessões de fotos. Outra artimanha de Lomax foi a de dar créditos a si mesmo como co-autor das canções escritas por Leadbelly.

Após romper com Lomax, Leadbelly se mudou para Nova York, onde conseguiu grande respeito entre a cena folk local, chegando a trabalhar até mesmo com Woody Guthrie. Nessa época, ele passou a enfatizar em suas letras aspectos sociais, como injustiça e racismo antecipando as temáticas que o gênero abordaria nos anos 50 e 60. Após uma série de problemas de saúde, Leadbelly morreu em 1949. Suas músicas continuaram a ser gravadas por gente como Beach Boys ("Cottonfields"), Led Zeppelin ("Gallows Pole", que Jimmy Page, marotamente, não creditou ao autor) e Nirvana (a arrepiante "Where Did You Sleep Last Night").
[fonte: http://www.gardenal.org/marcadiabo/galeria39.htm]

Amigos... Existe uma famosa publicação chamada "All Music Guide", que revisa e ranqueia mais de 20,000 álbuns de mais de 4,000 diferentes artistas em '20 categorias' diferentes de música. Geralmente eles selecionam em torno de 7 álbuns de cada artista (entre eles algumas coletâneas) e sugerem o que é bom, razoável e também aquilo que não pode faltar na prateleira de quem curte o artista, ou o genêro musical, etc. No caso do Leadbelly, Eles dedicam duas páginas inteiras (1/3 com a fascinante história desse cara que está resumida acima!) e neste espaço, eles (especialista no assunto) cuidadosamente resenham acerca dos albuns citados....Do Leadbelly não comentam nada menos que 24 discos! Todos possuem acima de três marcas de qualidade (numa escala de 1 a 5 marcas!) e entre eles três recebem uma estrela branca ( de disco essencial)...Deixo aqui disponível a Coletânea "Where did you Sleep Last Night",que possui gravações originais de Leadbelly cuidadosamente remasterizadas em 1996. Divirtam-se!

Links pra download:
Parte 1: Leadbelly_Night1
Parte 2: Leadbelly_Night2
Parte 3: Leadbelly_Night3

quarta-feira, 25 de abril de 2007

fabrication français...PART UN




Com letras autobiográficas e sons que saem em sua grande parte do corpo, e usando poucos instrumentos a jovem francesa Camille é realmente algo no mínimo encantador. Nunca teve a pretensão de ser cantora, até que há 8 anos atrás em um casamento de família resolveu dar uma palhinha e pronto. Não era mais possível estacionar o desejo louco de criar e cantar com arte. Camille é parisiense e tem apenas 24 anos, é formada em ‘Belas Artes’ e se diz satisfeita com sua formação apesar de acabar se dedicando a música sem que tenha estudado especificamente para tal. Numa voz doce e agradabilíssima, Camille canta e encanta por onde passa, inclusive esteve no Brasil em 2003 numa turnê cuja critica se referia “O Furacão Frances” . Então. Que tal mergulhar no som de Camille?
[Fonte: http://musicoteca.blogspot.com]

Quando escutei a primeira vez, não o percebi como um trabalho consistente. Daí fiz uma busca no youtube, e depois de ver uma atuação ao vivo desta moça, fiquei muito impressionado com o trabalho.....daí baixei o álbum inteiro... nota 10! Camille parece dosar muito bem, experimentalismos vocais sui generis e samplers, sem falar na banda de apoio que por um lado, está muito integrada com a proposta experimental, mas por outro lado, sustenta o trabalho com um instrumental sóbrio e sutil.



link do album completo pra baixar: Camille_Le Fil

link para o video impressionante do toutube: Camille_Taratata (ao vivo)

link do site oficil da moça (em inlgês e francês):
http://www.camille-lefil.com/


Boa diversão!

Egberto Gismonte & Charlie Haden - Ao vivo em Montraux



Outro disco fantástico ao vivo no maior festival de Jazz do mundo. Nesse caso, reunindo Gismonte, que é um dos maiores músicos da atualidade (ao lado de Hermeto, pra ficar em casa) tanto em termos criativos quanto tecnicos, tocando piano magistralmente, e violão melhor ainda, e Haden, que é um baixista fenomenal, no naipe do Ron Carter. A maior parte das canções são do Egberto, e traz clássicas como Loro, e Palhaço. Aproveitem que essa pérola não foi lançada no Brasil - e acho que nem vai vir pra cá tão cedo.





DOWNLOAD: Charlie haden / egberto gismonti - Live at ‘89 Montreal Jazz Festival

domingo, 22 de abril de 2007

Marylin Manson - Antichrist Superstar



Manson é interessante porque utilza os materiais da mass-media invertendo-lhes a ideologia, deixando a mostra sua face mais bizarra (verdadeira?). O tecnológico se converte em grotesco, o culto ao popstar toma forma de culto ao demonio, descaracterizando assim tanto a figura do superstar quanto a teleologia religiosa, convertida em auto propaganda. Não que o cara seja revolucionário, longe disso, mas ao transformar despudoradamente tudo em mercadoria, ele da a ver ao centro do império aquilo que aqui nós já sabemos a mais ou menos 500 anos: que o capital cresce alimentando-se do seu oposto...
Tava bem difícil de baixar o antichrist, só achei esse site de hospedagem em russo! Pra quem quiser lá tem todos os outros discos do cara.. é só pegar


DOWNLOAD:http://www.mp3real.ru/mp3/marilyn_manson/antichrist_superstar/

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Makumba em dois níveis



NORIEL VILELA - Eis o home (1968)


Esse é o famoso 16 toneladas original... não precisa dizer mais nada. Sambalanço e samba de primeira, com uma voz inconfundível, grave, porém sem perder a ginga e o swing em interpretações grandiloquentes e exageradas. E os sons todos tem temática de candomblé, alguns com ritmo ritualisticos estilizados... Vale muito a pena.


Transcrição da coluna "Histórias que a vida escreve" de Malu Rodrigues, da 'GAZETA DE NOTÍCIAS", do Rio de Janeiro:

"O HOMEM E O ÔME" RESOLVERAM O PROBLEMA

Noriel Vilela é sucesso absoluto com o samba "Só o ôme", gravado em compacto COPACABANA, uma produção que, uma vez lançada, "bateu" e "valeu". êxito de venda e artístico. "Só o ôme" figura em todas as paradas de sucessos, granjeando público e simpatia, principalmente nas praças do Rio e de São Paulo.
"Só o ôme" conta, pitorescamente, a história de um indivíduo que ficou numa situação difícil por sua própria culpa, a ponto de só voltar a ser o que era depois de consultar o "ôme" que, em linguagem umbandística, significa o "dono da encruzilhada". Mau filho e mau marido, o referido cidadão ainda "puxava saco" de patrão e, vai daí, foi perdendo tudo - emprego, amigos - inclusive fez "candonga" de companheiro seu, ficando "naquela" pior.
"Só o Ôme" tem, pois, uma letra interessante e, independente disso, é vestida com uma melodia simples e fácil, bem ao gosto popular. Gfravada na inconfundível interpretação de Noriel Vilela, está faturando que é uma beleza, sendo o disco mais procurado por todos os revendedores do Brasil.
Aonoriel Vilela de Arantes é o nome que está assinado no contrato de exclusividade com a COPACABANA, NOriel Vilela é o que aparece na etiqueta do disco; "Nonõ" é o apelido que vem da infância difícil e sem graça no bairro carioca de Lins Vasconcelos, onde nasceu, soltou pipa, brigou muito e chutou bola de meia.
E enquanto Noriel "espichava" até um metro e oitenta e três, a voz descia até um fá natural profundo e aveludado, que ecoaca nas serestas das noites de sábado e nas festinhas eventuais. Mas o cantorio ficava só nisso, pois durante a semana o "toque de alvorada" era às 6 da matina; depois, era a longa viagem para o trabalho, na "taioba" das 6:30, rumo à CIa. Propac, onde o torneito-mecânico NOriel arranjava o dinheirinho semanal para ajudar a família e ir ao cinema do bairro no domingo.
Um dia, programa de calouros, Ary Barroso, nota 4; estava inoculado o germe. "Os Cantores de èbano", gravações, todo mundo tomando conhecimento de sua voz privilegiada, destacando-se em sucessos do conjunto. Logo Depois, coral dissolvido, violão debaixo do braço, pouco juízo na cabeça, muitas canções no coração, lá se foi NOriel por muitos caminhos e, tanto foi e voltou, tanto andou, que sumiu. E quase dez anos depois se passaram.
Mas, em todo esse tempo de sumiço, a saudade do cantor era maior que a necessidade de voltar a ser torneiro-mecânico; e maior ainda a tristeza de ver tudo à volta na estaca zero, por sua própria culpa, por não ter ajudado a que o ajudassem. Então, a conversa de si para consigo em fim-de-noite mal dormida:
-NOriel: do jeito que você está, só há um homem que pode lhe ajudar. E você sabe muito bem quem é, e onde está. Chama-se Ismael Corrêa e é diretor-artístico da Copacabana Discos; Aquele mesmo que lhe ofereceu a oportunidade que deu a Elza Soares, Wilson Simonal, Cantores de èbano, Altemar Dutra, Jorge Ben e tantos outros. Cai procurá-lo, pelo menos para ele saber que você ainda vive. Quem sabe?
O homem deu a oportunidade e o "ÔME" ajudou...

Texto extraído da contracapa do LP


Faixas:
01 - Promessado (Carlos Pedro)
02 - Saravando Xangô (Avarese / Edenal Rodrigues)
03 - Só o Ôme (Edenal Rodrigues)
04 - Meu Caboclo Não Deixa (Avarese / Edenal Rodrigues)
05 - Pra Iemanjá Levar (Delcio Carvalho)
06 - Samba das Águas (Josan de Mattos)
07 - Eu Tá Vendo no Copo (Avarese / Edenal Rodrigues)
08 - Acredito Sim (Avarese / Edenal Rodrigues)
09 - Peço Licença (Avarese)
10 - Cacundê Cacundá (José de Souza / Orlando)
11 - Acocha Malungo (Sydney Martins)
12 - Saudosa Bahia (Noriel Vilela / Sydney Martins)


OS TINCOÃES (1973)


Violão, atabaque, agogô e cabaça. E um conjunto vocal belíssimo - relambrando os conjuntos vocais gospel - de afinação perfeita, cantando sobre uma base de candomblé. E fizeram o maior sucesso na época, antes de se mandarem pra Angola. É por essas e outras que a academia não estuda a canção popular - dando desculpas as mais variadas e furadas possíveis, sem nunca alegar incopetência ou reacionarismo (do que se trata, no fim das contas). O seu papel é de guiar espiritualmente a nação (que obviamente não é capaz de o fazer por si só, por não estar intelectualmente armado contra as ideologias, pois só quem pode estar é quem está do lado dos que as produzem) pelo que há de mais elevado na cultura, contra a mediocracia reinante nos meios de vinculação informacional de massa. Portanto, quando a qualidade estética dos objetos coincide com o sucesso junto ao público (uma espécie de heresia ou, no mínimo, uma contradição lógica), quando o público consagra gênios como Luis Gonzaga, Dorival Caymmi, Ray Charles, James Brown - e rejeita artistas ruins que tentam usar essa rejeição como forma de adentrar o mercado, tachando-se de alternativos (complementando Adorno, o consumidor da Industria Cultural gosta de um artista não só porque ele vende, mas gosta também porque ele não vende) - o papel histórico do crítico (antes de tudo, de classe) perde o sentido. Daí a recusa ao estudo da canção popular, o objeto artistico por excelência do nosso país, e a concentração das atenções na literatura, expressão daquilo que não podemos ser - e todos os nossos grandes romances de uma forma ou de outra não falam senão disso. Segue um pouco de historinha...


Formado inicialmente por Erivaldo, Heraldo e Dadinho, todos de Cachoeira, os Tincoãs - cujo nome é originário de uma ave que habita o cerrado brasileiro - iniciou sua carreira em 1960 no programa da TV Itapoã "Escada para o Sucesso", interpretando canções, em sua maioria boleros, inspirados no sucesso do Trio Irakitan. Chegaram inclusive a gravar um disco intitulado "Meu último bolero", sem alcançar o êxito esperado. Em 1963 Erivaldo desligou-se do grupo e a este foi incorporado outro componente, Mateus, que com os demais formaria a base principal do conjunto. Renovaram o repertório e partiram para adaptar os cantos de candomblé, sambas de roda e cantos sacros católicos. Mas foram os terreiros de Candomblé que deram a base principal da musicalidade dos Tincoãs. Em 1973 gravam o segundo disco produzido por Adelzon Alves, e o primeiro como representantes legítimos da música afro-baiana, este LP é um marco importante da música brasileira, não apenas pela qualidade das músicas, como também pelo arranjo com características de coral feitos a partir de canções oriundas dos terreiros de candomblé, tendo como base apenas quatro instrumentos: violão, atabaque, agogô e cabaça. Este disco também revela o talento dos componentes como compositores, principalmente Mateus e Dadinho, que assinam a maioria das músicas.

Um dos destaques do disco é "Deixa a gira girá", canção de origem folclórica, adaptada pelo trio com muito talento, e uma das mais executadas quando se apresentavam em público. Merece referencia também "Iansã Mãe Virgem", "Sabiá roxa", "Na beira do mar", "Saudação aos orixás" e "Capela da Ajuda", que fazem um belo painel da cultura negra do recôncavo baiano. Principalmente a última, que faz referência explícita a uma das poucas construções religiosas da Bahia de estilo católico, mas que cultua e abriga em seu interior rituais da tradição africana. Com produção musical do maestro Lindolfo Gaya, o LP tornou-se recordista de vendas na ocasião de seu lançamento. Não pelo ineditismo de seu repertório, já que muitos outros discos com temática afro já haviam sido lançados no mercado. O seu diferencial esta na beleza plástica das canções e da perfeita harmonia vocal do grupo, o único no país que conseguiu fielmente traduzir o sentimento e a musicalidade de nossas tradições negras, numa demonstração de afirmação da identidade de uma cultura que nos engrandece e nos faz ver o quanto devemos aprender com ela. Mesmo porque já faz parte de nossa formação, e a ela devemos o privilégio de conviver com esta mestiçagem que tanto nos orgulha e é a responsável pela formação da identidade cultural brasileira. Ouvir o disco dos Tincoãs é reafirmar a certeza de que não seríamos um país tão rico se não fosse a nossa ancestralidade africana, pois ela traduz o mais autentico sentimento de brasilidade que carregamos.


Mas esse texto sobre o primeiro disco dos Tincoãs não poderia terminar sem falarmos também sobre a trajetória ocorrida logo após o seu lançamento.Em 1975 a primeira grande baixa no grupo ocorre com a morte de Heraldo, depois de gravar um compacto e uma faixa, "Banzo", no LP da trilha sonora da novela Escrava Isaura. A lacuna foi preenchida com a entrada de Morais, permanecendo por pouco tempo, mas participando do terceiro LP do grupo, "O Africanito", lançado em 1975. Logo depois, substituindo Morais, foi incorporado ao trio o vocalista Badu, mantendo dessa forma a tradição e a qualidade musical do grupo. No ano de 1977 gravaram um outro disco destacando-se a música "Cordeiro de Nana", de Mateus e Dadinho Em 1983 Os Tincoãs foram para Angola para temporada de uma semana em Luanda, e lá se estabeleceram, participando de projetos da Secretaria de Estado da Cultura de Angola, que entre suas prioridades visava identificar valores angolanos na cultura e na música brasileira, além de estabelecer ligações entre o culto angolano e o candomblé praticado no Brasil. Nessa ocasião gravaram o disco Afro Canto Coral Barroco, com a participação do coral dos Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro, sob a regência do maestro Leonardo Bruno e produção de Adelzon Alves. Este disco permaneceu inédito, só sendo lançado em 2003, portanto vinte após a sua gravação.

Em 1984 Badu desligou-se do grupo, porém Mateus e Dadinho permaneceram juntos e em 1985 gravaram um disco no Brasil pela gravadora CID, que foi lançado em Angola. No país que abraçaram trabalharam em Luanda, Huambo, Lubango, Benguela, Namibe e Bengo e puderam ver de perto as batalhas que redundaram na guerra pela independência. Com a morte de Dadinho em 2000 o grupo se desfez, mas deixou um legado dos mais primorosos para a música popular brasileira, como um dos principais representantes das raízes de nossa música de origem africana. Discos e músicas inesquecíveis.

Luis Américo Lisboa




Faixas:
01- Deixa a gira girá (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
02- Iansã, mãe virgem (Mateus e Dadinho)
03- Sabiá roxa (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
04- Ogundê (Adap. Mateus e Dadinho)
05- Na beira do mar (Mateus, Dadinho)
06- Raposa e guará (Adap. Mateus e Dadinho)
07- Saudações aos orixás (Adap. Mateus e Dadinho)
08- Canto pra Iemanjá (Mateus e Dadinho)
09- Capela d'Ajuda (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
10- Obaluaê (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
11- A força da Jurema (Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)
12- Embola, embola (Adap. Mateus e Dadinho
VORAZ

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Pérola Negra - Luiz Melodia


No início dos anos 70, já passados o impacto 'pra dentro' da Bossa Nova e recém assimilando o impacto 'pra fora' da Tropicália, a música brasileira se torna cidadã do mundo, incorporando elementos os mais diversos para compor algo com nossa cara... Tim Maia acrescenta elementos de brasilidade ao soul e mais tarde ao funk a la Montown.. Jorge Ben, Trio Mocotó e Black Rio aos poucos davam forma a um tipo bem brasileiro de Black music, o próprio samba ia ganhando novas conotações (por exemplo, com a dupla João Bosco e Aldir Blanc), enquanto elementos de um rock mais sombrio -inspirados no fusion - tomavam conta dos trabalhos de Milton Nascimento e Elis Regina.. No meio dessa zona surge um disco que ao mesmo tempo era uma espécie de simbolo complexo dessa pluralidade, e e um elemento novo que destoava completamente do que estava sendo feito.

Luis Melodia, carioca do morro do estácio, tinha tudo pra ser um sambista dos bons - e compos realmente sambas fantásticos - mas decidiu deixar-se levar pelo momento histórico privilegiado e misturar múltiplas influências. Criou um disco que é único, sem gênero ou em qualquer outra espécie de classificação. Não gerou linhagem, não criou escola nem seguidores, pois o que fez é de uma espécie de esperimentalismo diferente do que o país estava (está) acostumado, menos espalhafatoso que tropicalismo e afins, menos sóbrio e pop que os mineiros do clube, com muito mais arestas que o samba rock de Jorge Ben... O próprio disco já era um samba do criolo doido. Tem gêneros tradicionas - o samba canção de Estácio, eu e você, gêneros tradicionas mas com elementos de desconstrução - os gritos insanos no forró de janeiro, musicas que misturam diversos gêneros - estas caminham para um anticlimax, tanto pela resolução musical quanto pelo nom-sense da letra - gêneros que são tradicionais, mas não no Brasil, como no pop swing de Objeto h, etc... Quando a música segue um sentido mais tradicional (embora quase sempre com um ou outro sutil efeito inusitado), a letra caminha para o nom-sense (O sol, não adivinha/ Baby, é magrelinha/ No coração do Brasil).

Arranjos sutis (Pérola Negra só tem piano, baixo e naipe de metais) precisos e conscientes, mistura de ritmos sem nacionalismo gatuíto, muitas vezes chocando varios gêneros dos países centrais para resignificá-los, sem apelar para coloridos tupiniquins. Outras vezes a resignificação se dá pela letra, cujo sentido fica em suspenso (e sem ter uma prioridade ritmica tão marcada como em Jorge Ben). Estilo de interpretação fantástico - o cara canta muito. Caso o disco não fosse tão bom, integraria a lista dos mais fundamentais do Brasil pelo que mantém de inusitado, sendo um caso único e peculiar...


Pérola Negra - 1973 - POLYGRAM

Direção de Produção: Guilherme Araújo

Direção Musical: Perinho Albuquerque

Direção de Estúdio: Sérgio M. de Carvalho

Técnicos de Gravação: Luigi, Luiz Paulo, Yeddo

Estúdio: Phonogram - Somil

Arranjos: Perinho Albuquerque, Arthur Verocai (Prá Aquietar)

Corte: Joaquim Figueira

Fotos e Capa: Rubens Maia

Arte do CD: Vanessa Stephanenko



1.Estácio, Eu E Você (Luiz Melodia)

Com o Regional de Canhoto


2.Vale Quanto Pesa (Luiz Melodia)

Violão e Viola: Perinho Albuquerque

Piano: Antonio Perna

Baixo: Rubão Sabino

Bateria: Lula

Percussão: Robertinho e Luis Paraguai


3.Estácio, Holly Estácio (Luiz Melodia)

Violão: Perinho Albuquerque

Piano: Antonio Perna

Baixo: Rubão Sabino

Bateria: Robertinho

Gaita de Boca: Rildo Hora


4.Prá Aquietar (Luiz Melodia)

Piano: Hugo Bellard

Baixo: Fernando Leporace

Guitarra: Hyldom

Bateria: Pascoal

Arranjo e Regência: Arthur Verocai


5.Abundantemente Morte (Luiz Melodia)

Violão e Guitarra: Perinho Albuquerque


6.Pérola Negra (Luiz Melodia)

Piano: Antonio Perna

Baixo: Rubão Sabino


7.Magrelinha (Luiz Melodia)

Guitarra: Perinho Albuquerque

Piano: Antonio Perna

Baixo: Rubão Sabino


8.Farrapo Humano (Luiz Melodia)

Guitarra: Piau

Piano: Antonio Perna

Baixo: Rubão Sabino

Bateria: Lula

Percussão: Robertinho e Luis Paraguai


9.Objeto H (Luiz Melodia)

Violão e Guitarra: Perinho Albuquerque

Piano: Antonio Perna

Baixo: Rubão Sabino

Bateria: Lula


10.Forró De Janeiro (Luiz Melodia)

Violão e Viola: Perinho Albuquerque

Acordeão: Dominguinhos

Baixo: Luis Alves

Percussão: Robertinho, Lula e Luis Paraguai

Part. Esp.: Damião Experiença

Cadáver pega fogo durante velório - 1983



Muito engraçado.. vale a pena... um disco de samba com o humor do skylab, e versos a la Augusto dos Anjos...
No começo dos anos 80, o compositor Fernando Pellon integrava, no Rio, junto com Paulinho Lêmos, Roberto Bozzetti, Renato Calaça, Tunico Frazão, Fatinha Lannes, Paulinho Leitão, entre outros a MALTA D'AREIA, grupo de compositores baseado na pesquisa, leitura, composição, interpretação, criação, etc., da MPB.
A MALTA D'AREIA, além do disco “CADÁVER PEGA FOGO DURANTE O VELÓRIO”, fez o show “MAUS COSTUMES”, o musical infantil para teatro “ONDE É QUE CABE UM CIRCO?”, o filme “É MIQUELINA, MINHA MULHER”, etc., apresentando-se freqüentemente na cena cultural do Rio de Janeiro e Niterói.
Todas as músicas deste disco são de Fernando Pellon, à excessão de "Tal como Nazareth", composta em parceria com Paulinho Lêmos, e "Flores de Plástico ao Amanhecer", com Renato Costa Lima.
"Artificialmente limpa pelo processo Olivetti de tecladismo estéril, a MPB ultimamente não tem correspondido à violência do país que a produz. Pelo menos a MPB letra O, emanada da burocracia do show-bizz e do oficialismo político do bom humor a preço de hiena. Fernando Pellon vai chocar essa hipocrisia generalizada vendida com rótulo de bom gosto e status. 'Nunca gostei de eufemismo', vai logo cantando ele. E dá nome às doenças, como fazia Augusto dos Anjos, com um requinte de morbidez que ainda perde, no entanto, para a crueldade exibida diariamente por nossas autoridades mais altas.
Quem quiser se assuste com Pellon, que também recobra tradições estabelecidas por arautos das campas tão divergentes quanto Nelson Cavaquinho e Vicente Celestino. Para isso, basta ouvir 'Flores de plástico ao amanhecer'. Já o nosso recente Aldir Blanc também poderia ter assinado algo tão flagrante como 'Carne no Jantar'. E por aí afora, só para que não se pense que Fernando Pellon é um estranho no ninho, ou alienista fugaz.
Melhor que situar tão precocemente sua obra é ouvi-la, com ouvidos desarmados de preconceitos. O poeta vale a pena, o violão, os convidados [Synval Silva, Nadinho da Ilha e Cristina Buarque] e os arranjos de João de Aquino e Paulinho Lêmos."

Porta Afora
Fernando Pellon
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Altivez
Cadaver Pega Fogo Durante o Velorio
Sinval Silva
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Com Todas as Letras
Cadaver Pega Fogo Durante o Velorio
Paulinho Lemos
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Carne no Jantar
Cadaver Pega Fogo Durante o Velorio
Nadinho da Ilha
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Cicatrizes
Cadaver Pega Fogo Durante o Velorio
Fernando Pellon
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Tal Como Nazareth
Cadaver Pega Fogo Durante o Velorio
Paulinho Lemos
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Va Esperanca
Cadaver Pega Fogo Durante o Velorio
Fernando Pellon
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Prazer Qualquer
Cadaver Pega Fogo Durante o Velorio
Cristina Buarque
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Flores de Plastico ao Amanhecer
Cadaver Pega Fogo Durante o Velorio
Nadinho da Ilha
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Nesse caso, pra fazer o download, clique com o botão esquerdo do mouse sobre cada uma das músicas, edepois em 'salvar endereço como...'

Falta de sorte, fui me corrigir errei...


O cara que melhor entendeu que a força da moderna canção brasileira está na relação dialética que se estabelece entre letra e música, e reconstrói a partir dessa relação (muito mais do que da estrutura musical em si) estrutras elementares da música pop, levando-as a seu limite - em alguns casos, à quase disolução... com Itamar, a 'contradição sem conflito' da bossa nova parte para a luta armada e é salva pela música pop... o vanguardismo de Itamar é mais radical que o da vanguarda paulistana, por vir da cultura popular, da macumba, das formas esteriotipadas da música pop, e não das teorias musicais da ECA.

Um dos intérpretes mais geniais do Brasil, autor de composições complexas (mas que sempre trazem em sua forma o desejo explícito do autor de 'cantar na televisão', embora sem por isso fazer concessões a mediocracia do mainstream) e um estilo inconfundível... Itamar, foi um dos grandes gênios surgidos na história da MPB. Baixe aê todos os discos do cara




O disco encerra a trilogia "Bicho de Sete Cabeças", do genial Itamar Assumpção com o grupo feminino As Orquídeas. Destaque para a divertida Estrupício, com participação de Jards Macalé.[fonte]


download Itamar Assumpção & As Orquídeas do Brasil - Bicho de Sete Cabeças Vol. 3 (1993)Faixas:01. Estrupício02. Quem Canta Seus Males Espanta03. Tua Boca04. Lambuzada de Dendê05. Ei Você Ai06. Ai que Vontade07. Onda Sertaneja08. Santo de Casa09. Vê se Me Esquece10. Parece que Bebe11. Bicho de Sete Cabeças






Bicho de 7 Cabeças - Vol. II é outro grande trabalho de Itamar Assumpção, um dos principais nomes da vanguarda paulista que começou a se apresentar em shows no final da década de 70. São 11 faixas, com o melhor de seu estilo, gravadas com o grupo vocal feminino Orquídeas do Brasil, entre elas, "Sonhei que Viajava com Você" e "Ciúme do Perfume", alguns dos destaques.[fonte]

download Itamar Assumpção & As Orquídeas do Brasil - Bicho de Sete Cabeças Vol. 2 (1994)Faixas:01 In the morning (Itamar Assumpção)02 Milágrimas (Alice Ruiz - Itamar Assumpção)03 Ciúme do perfume (Itamar Assumpção)04 Coração absurdo (Itamar Assumpção)05 Tristes trópicos (Ricardo Guará - Itamar Assumpção)06 Estropício (Itamar Assumpção)07 Quem canta seus males espanta (Itamar Assumpção)08 Tua boca (Itamar Assumpção)09 Lambuzada de dendê (Itamar Assumpção)10 Ei você aí (Itamar Assumpção)11 Aí que vontade (Itamar Assumpção)12 Onda sertaneja (Itamar Assumpção)13 Santo de casa (Itamar Assumpção)14 Vê se me esquece (Alice Ruiz - Itamar Assumpção)15 Parece que bebe (Itamar Assumpção)16 Bicho de sete cabeças (Itamar Assumpção)

Itamar Assumpção & As Orquídeas do Brasil - Bicho de Sete Cabeças Vol. 1 (1993)



Bicho de 7 Cabeças - Vol. I é outro grande trabalho de Itamar Assumpção, um dos principais nomes da vanguarda paulista que começou a se apresentar em shows no final da década de 70. São 11 faixas, com o melhor de seu estilo, gravadas com o grupo vocal feminino Orquídeas do Brasil, entre elas, "Sujeito à Chuvas e Trovoadas" e "Se a Obra é a Soma das Penas", alguns dos destaques. Um CD que não pode faltar em sua coleção.[fonte]

download Itamar Assumpção & As Orquídeas do Brasil - Bicho de Sete Cabeças Vol. 1 (1993)Faixas:01 Sujeito a chuvas e trovoadas (Itamar Assumpção)02 Venha até São Paulo (Itamar Assumpção)03 Custa nada sonhar (Paulo Leminski Filho - Itamar Assumpção)04 Quem é cover de quem? (Itamar Assumpção)05 Noite torta (Itamar Assumpção)06 Balaio (File - Alceu - Kim do Cavaco)07 Vou tirar você do dicionário (Alice Ruiz - Itamar Assumpção)08 Logo que eu acordo (Riba Nascimento - Itamar Assumpção)09 Orquídeas (Itamar Assumpção)10 Se a obra é a soma das penas (Itamar Assumpção)11 Quem descobriu, descobriu (Itamar Assumpção)12 É tanta água (Itamar Assumpção)13 Sonhei que viajava com você (Itamar Assumpção)14 Me basta (Riba Nascimento - Itamar Assumpção)15 Nobody knows (Itamar Assumpção)16 Penso logo sinto (Itamar Assumpção)17 Enquanto penso nela (Itamar Assumpção)compre este disco aqui!




Lançado originalmente em maio de 1988, o quarto álbum de Itamar Assumpção conquista enfim sua edição em CD. Intercontinental! foi o primeiro - e único - disco do compositor e cantor paulista produzido por uma grande gravadora, a Continental. Não por isso o eterno independente deixaria de seguir à risca a sofisticada linha estética traçada em seus álbuns anteriores. A seu lado reaparecem antigos parceiros: Paulinho LePetit (baixo), Luiz Waack (guitarra) e Gigante Brasil (bateria), que então formavam a Bandaísca; um naipe de sopros derivado da ex-Banda Metalurgia, com Bocato (trombone), Lino Simão (sax e flauta), Claudio Farias e Juninho (trumpete), além das vocalistas convidadas Tête Espíndola, Alzira Espíndola, Neusa Pinheiro e Denise Assumpção. Em meio às 18 faixas, duas canções vieram a se tornar mais conhecidas do público, graças às gravações posteriores das cantoras Ná Ozzetti (Sutil) e Zizi Possi (Filho de Santa Maria, composição de Paulo Leminski). Reggae, funk e rock se misturam nas levadas de várias composições próprias, como Adeus Pantanal, Oferenda, Parece Que Foi Ontem e Ouça-Me (letra de Alice Ruiz), mas também há espaço para um samba (Maremoto) ou para parcerias criativas de Itamar com Waly Salomão (Zé Pelintra), Arrigo Barnabé (Perdido nas Estrelas) ou Regis Bonvicino (Não Há Saídas). No encarte, o próprio Itamar já avisava: "Pode não ser um disco dançável, mas isso não impede que o coração acelere, os pezinhos balancem e os dedinhos estalem". Bem dito. (Carlos Calado)[fonte]

Intercontinental! Quem diria! Era Só O Que Faltava Um marco da vanguarda musical paulistanaA Vanguarda Musical Paulistana, movimento surgido no final dos anos 70 a partir dos espetáculos realizados no Teatro Lira Paulistana, no bairro de Pinheiros, centro da efervescência cultural da capital paulista, teve em Itamar Assumpção um dos seus principais expoentes. Graças à visão do empresário Wilson Souto Júnior, dono do teatro, os principais nomes do movimento chegaram ao disco, entre eles, Itamar. Este álbum, lançado originalmente em 1988 em vinil e caprichadamente reeditado em CD no final de 2000, é experimentalismo puro. Jogando com sons atonais e influências que vão do xote ao blues, Itamar apresenta aqui dezoito interessantes canções, em parceria com poetas como Wally Salomão, Paulo Leminski e Alice Ruiz. Os principais destaques são “Filho De Santa Maria” (regravada por Zizi Possi e pelo percussionista Marcos Suzano), “Sutil” (que ganhou releitura de Ná Ozzetti), “Zé Pilintra”, “Homem-Mulher”, “Parece Que Foi Ontem” e “Mal Menor”. As cantoras Alzira e Tetê Espíndola fazem participações especiais. Por Toninho Spessoto[fonte]


download Itamar Assumpção - Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava!!! (1988)Faixas:01 Sutil (Itamar Assumpção)02 Adeus Pantanal (Itamar Assumpção)03 Pesquisa de mercado I (Itamar Assumpção)04 Oferenda (Itamar Assumpção)05 Sexto sentido (Ricardo Guará - Itamar Assumpção)06 Pesquisa de mercado II (Itamar Assumpção)07 Ouça-me (Alice Ruiz - Itamar Assumpção)08 Maremoto (Itamar Assumpção)09 Não há saídas (Regis Bonvicino - Itamar Assumpção)10 Mal menor (Itamar Assumpção)11 Zé Pelintra (Itamar Assumpção - Waly Salomão)12 Perdidos nas estrelas (Arrigo Barnabé - Itamar Assumpção)13 Parece que foi ontem (Itamar Assumpção)14 Homem-mulher (Itamar Assumpção)15 Ausência (Ademir Assunção - Itamar Assumpção)16 Filho de Santa Maria (Paulo Leminski)17 Pesquisa de mercado III (Itamar Assumpção)18 Espírito que canta (Paulo Tovar - Itamar Assumpção)





A voz percussiva de Itamar, ora cantada, ora falada ajusta-se perfeitamente às suas letras irreverentes, permeadas de irônicas observações sobre o cotidiano da cidade grande. Explorando a teatralidade na sua forma de expressão musical, também atingiu um modo peculiar de cantar. Com arranjos bem elaborados, explorando polirritmias, jogando com os sons e fonemas das palavras, misturando num mesmo caldeirão o rock, o samba, o funk, o soul, o blues e o reggae, construiu uma obra difícil de ser categorizada e assimilada comercialmente. Conforme escrito na contracapa do seu segundo LP, "Às Próprias Custas S.A."(produção independente de Isca Gravações Musicais Ltda., gravado ao vivo, em 1983), a sua música é autodefinida como "jovem para todas as idades, popular, urbana, universal, experimental, ritmada, instrumental, cantada, berrada, sussurrada, sutil, tropical, tal e tal".Anais - III Fórum de Pesquisa Científica em ArteEscola de Música e Belas Artes do Paraná, Curitiba, 2005[fonte]



Faixas:01 Negra melodia (Jards Macalé - Waly Salomão)02 Você está sumindo (Jorge de Castro - Geraldo Pereira)03 Vide verso meu endereço (Adoniran Barbosa)04 Fico louco (Itamar Assumpção)05 Noite de terror (Getúlio Côrtes)06 Oh! Maldição (Paulo Barnabé - Arrigo Barnabé)07 Amanticida (Marta Rosa Amoroso - Itamar Assumpção)08 Batuque (Itamar Assumpção)09 Peço perdão (Itamar Assumpção)10 Que barato (Itamar Assumpção)11 Denúncia dos Santos Silva Beleléu (Itamar Assumpção)




Apesar de nascido em Tietê, SP, Itamar Assumpção mudou-se para Londrina aos 17 anos, onde conheceu Arrigo Barnabé, de quem se tornou amigo e parceiro musical. O Festival de Música da Feira de Artes da Vila Madalena, promovido pelo teatro Lira Paulistana, em agosto de 1980, revelou o "Nego Dito", canção que ficou em terceiro lugar. O trabalho criativo de Itamar, o sucesso de público e as produções fonográficas independentes que vinham se tornando viáveis, motivaram a criação do sela Lira Paulistana. Com a banda Isca de Polícia, finalmente saiu o primeiro disco de Itamar, "Beleléu, leléu, eu", que mistura diversos ritmos estrangeiros ao samba, resultando num trabalho de grande elaboração rítmica, mas também com sensível conteúdo poético, que seria marcante durante toda a sua carreita, ao estabelecer parcerias com Alice Ruiz e Paulo Leminski, entre outros poetas.Anais - III Fórum de Pesquisa Científica em ArteEscola de Música e Belas Artes do Paraná, Curitiba, 2005[fonte]





download Itamar Assumpção & Banda Isca de Polícia - Beleleu, Leleu, Eu (1980)


Faixas:01 Vinheta (Itamar Assumpção)02 Luzia (Itamar Assumpção)03 Fon fin fan fin fun (Older Brigo - Itamar Assumpção)04 Fico louco (Itamar Assumpção)05 Aranha (Luiz A. Rondó - Neusa P. Freitas - Arrigo Barnabé)06 Se eu fiz tudo (Márcio Werneck - Itamar Assumpção)07 Vinheta (Itamar Assumpção)08 Vinheta (Itamar Assumpção)09 Baby (Itamar Assumpção)10 Embalos (Itamar Assumpção)11 Nega música (Itamar Assumpção)12 Beijo na boca (Itamar Assumpção)13 Nego Dito (Itamar Assumpção)


Itamar Assumpção - Pretobrás - Por Que Eu Não Pensei Nisso Antes (1998)







Natural de Tietê (SP), Itamar Assunção surgiu em 1979 à frente de sua banda Isca de Polícia, participando do tradicional Festival Feira da Vila (na Vila Madalena) com seu primeiro sucesso, "Nego dito". Sua mistura de samba, reggae, rock e funk agradou, e suas letras de crítica e sátira social sempre foram precisas, caindo no gosto do público. Sempre na contramão, seus primeiros álbuns ("Beleléu leléu eu" de 1980, "As Próprias Custas S.A" de 1983 e "Sampa Midnight" de 1986), tiveram lançamento independente, pois o artista maldito não encontrava em uma gravadora a liberdade que cantava. Sempre irônico, seu único trabalho por uma gravadora, a Continental, foi intitulado de "Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava...", lançado em 1988. Suas músicas já foram gravadas por Cássia Eller e pelo sambista Branca de Neve, e seu último lançamento "Pretobrás" mostra que ele parece estar mudando seu direcionamento e incorporando elementos mais acessíveis em sua música, que continuam com sua assinatura inconfundível.por Marcello Mineiro.[fonte]


download Itamar Assumpção - Pretobrás - Por Que Eu Não Pensei Nisso Antes (1998)


Faixas:01 Cultura Lira paulistana (Itamar Assumpção)02 Abobrinhas não (Alice Ruiz - Itamar Assumpção)03 Vá cuidar da sua vida (Geraldo Filme)04 Pretobrás (Itamar Assumpção)05 Extraordinário (Itamar Assumpção)06 Vida de artista (Itamar Assumpção)07 Dor elegante (Paulo Leminski - Itamar Assumpção)08 Pöltinglen (Itamar Assumpção)09 Vou de Vai-vai (Itamar Assumpção)10 Por que eu não pensei nisso antes (Itamar Assumpção)11 Apaixonite aguda (Itamar Assumpção)

Itamar Assumpção - Atafulfo Alves por Itamar Assumpção - Pra Sempre Agora (1996)






Neste encontro de gigantes, Itamar e a Banda Isca de Polícia surpreendem e cometem belas heresias: transformam "Leva Meu Samba" num embalo, adulteram o suingue de "Bonde São Januário"... Depois de ouvir melodias dialogadas como as de "Nem Que Chova Canivete", fica a constatação: Ataulfo anteviu boa parte das inovações daquilo que nos anos 70 chamavam de vanguarda.


download Itamar Assumpção - Atafulfo Alves por Itamar Assumpção - Pra Sempre Agora (1996)


Faixas:01 Meus tempos de criança (Ataulfo Alves)02 Saudades da Amélia (Ataulfo Alves - Mário Lago)03 Bom crioulo (Ataulfo Alves)04 Requebro da mulata (Ataulfo Alves)05 Mulata assanhada (Ataulfo Alves)06 Laranja madura (Ataulfo Alves)07 Pois é (Ataulfo Alves)08 Vai mesmo (Ataulfo Alves)09 O homem e o cão (Arthur Vargas Júnior - Ataulfo Alves)10 Errei sim (Ataulfo Alves)11 Errei erramos (Arthur Vargas Júnior - Ataulfo Alves)12 Sei que é covardia (Ataulfo Alves - Claudionor Cruz)13 Atire a primeira pedra (Ataulfo Alves - Mário Lago)14 Nem que chova canivete (Ataulfo Alves)15 Na cadência do samba (Paulo Gesta - Ataulfo Alves)16 Jubileu (Ataulfo Alves)17 Bonde São Januário (Ataulfo Alves - Wilson Batista)18 Gente bem também samba (Ataulfo Alves)19 Leva meu samba (Ataulfo Alves)20 Vassalo do samba (Ataulfo Alves)

Itamar Assumpção - Sampa Midnight - Isso Não Vai Ficar Assim (1986)



Itamar Assumpção nasceu em 1949 na cidade de Tietê, interior de São Paulo. Descendente de escravos angolanos, o cantor ouvia desde pequeno a música dos terreiros de candomblé, que vinham do quintal da sua casa. De 63 a 73, Itamar morou no Paraná e lá iniciou sua carreira musical, largando um curso de contabilidade. Na época, conheceu Arrigo Barnabé, um de seus parceiros mais constantes. Em 1973, Itamar mudou-se para São Paulo. Em 1980, lançou seu primeiro LP: Beleléu, Leléu, eu, com a banda Isca de Polícia. Tanto este como os dois lançamentos seguintes (Às Próprias Custas, de 1983, e Sampa Midnight, de 1986) foram feitos de maneira independente.[fonte]


download Itamar Assumpção - Sampa Midnight - Isso Não Vai Ficar Assim (1986)


Faixas:1. Prezadíssimos Ouvintes (Domingos Pellegrini e Itamar Assumpção)2. Idéia Fixa (Itamar Assumpção)3. Navalha Na Liga (Alice Ruiz e Itamar Assumpção)4. Movido a Água (Galvão e Itamar Assumpção)5. Desapareça Eunice (Itamar Assumpção)6. Tete Tentei (Itamar Assumpção)7. Vamos Nessa (Paulo Leminski e Itamar Assumpção)8. Eldorado (A. C. Tonelli)9. Sampa Midnight (Itamar Assumpção)10. Isso Não Vai Ficar Assim (Itamar Assumpção)11. Z Da Questão Meu Amor (Itamar Assumpção)12. Totalmente à Revelia (Luiz, Paulo, Itamar Assumpção e Marlene)13. Cadê Inês (Itamar Assumpção)14. Chavão Abre Porta Grande (Guará e Itamar Assumpção)15. É o Quico (Itamar Assumpção)




Itamar Assumpção & Naná vasconcelos - Isso vai dar repercussão

”O som dos dois foi modificado pelos sons dos dois”.Com essa frase o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos resumiu com perfeição seu encontro com o cantor e compositor paulista Itamar Assumpção, ocorrido no início de 2001.Encontro que nasceu de uma idéia do compositor maranhense Zeca Baleiro, que imaginou um show no Sesc Pompéia, em São Paulo, reunindo os dois músicos. Idéia que evoluiu para um registro fonográfico, em conversa de Zeca com o produtor paulista Paulo Lepetit.O ponto de partida do disco era a interação de dois grandes ícones da música negra brasileira, com direito a improvisações e toda sorte de insights, o duelo/fusão de duas linguagens inovadoras – o moderno compositor Itamar e o criativo percussionista e arranjador NanáEncontros, desencontros, encontros. Três anos se passaram. Itamar se foi. Ficou o registro desse encontro, acrescido de algumas pitadas sonoras de um seleto grupo de convidados, como o trombone de Bocato, arranjos e baixos de Lepetit, vocais de Anelis Assumpção, Vange Milliet e Tata Fernandes. O disco surpreende pela simplicidade e economia. Consegue ser simples e refinado em igual medida, popular e arrojado na mesma proporção. [fonte]
download Itamar Assumpção & Naná vasconcelos - Isso vai dar repercussão
músicas:1 Leonor (Itamar Assumpção)2 Cabelo Duro (Itamar Assumpção)3 Próxima Encarnação (Itamar Assumpção)4 Fim de Festa (Itamar Assumpção)5 Justo você Berenice (Itamar Assumpção)6 Aculturado (Itamar Assumpção)7 Assim Naná ensina (Itamar Assumpção)

sábado, 14 de abril de 2007

Roberto Carlos - 1971


Podem dizer o que quiser, mas o cara é o rei mesmo, e por várias razões:


1) O mais óbvio: é o maior vendedor de discos do Brasil (perdendo talvez pro Amado Batista). E doa a quem doer, é o que o Chico Buarque, Tom Zé, Itamar Assumpção (que aliás era fã do cara) sempre quiseram ser.

2) Intérprete extraordinário, que sabe (apesar de na maior parte das vezes usar uma forma expressiva padronizada que o consagrou) explorar as capacidades expressivas implícitas nas formas musicais - pra quem duvida, basta ouvir o cd de duetos, onde ele dá um pau interpretativo em quase todos os seus parceiros.

3)Um mal gosto igualmente extraordinário - não se tratando do mal gosto 'esclarecido' do Caetano - aliado a um profundo conservadorismo que lhe garante o sucesso. Em termos pessoais, note-se que se trata de um conservadorismo bem brasileiro, que o habilita a se tornar um símbolo, pois é de um catolicismo feroz aliado a superstições bem pagãs. E todos os grande símbolos nacionais - os oficiais - brasileiros, de Pelé à Independencia, tem uma vertente conservadora bem determinada.


Ele que poderia ter sido qualquer coisa - é ótimo no que faz, conquistou respeito do público e das gravadoras - fez a opção pela música fácil. Opção aliás, feita desde o início da carreira jovem guardista. Mas no período em que grava os seus melhores discos o rei estava meio perdido. A febre da jovem guarda havia acabado, a Tropicália e os Beatles haviam sepultado de vez a inocência. Para a nossa sorte, ele pensou - muito influenciado por Tim Maia, com que chegou a morar por um tempo - que o caminho do sucesso estava na música preta, ao qual ele ainda podia aliar o seu cristianismo, através do gospel, e antes de encontrar seu caminho definitivo, gravou algumas pérolas da MPB.



Esse disco de 71 marca o momento de transição, que começou em 67 com o fantástico 'Em ritmo de aventura'. Depois disso ele ia se concentrar naquela velha fórmula especial da globo que a gente conhece bem...

1- Detalhes - Clássico definitivo. Não só tem arranjos e melodia belíssimos, mas também é a canção que melhor representa o gênero romantico, pois é cantado do ponto de vista de um psicótico. A música que Vinicius daria tudo pra ter composto.
2 - Como dois e dois - Versão definitiva do clássico de Caê. A Gal bem que tentou, mas esse blues com esse coral fantástico é imbatível.
3 - A namorada - Brega. Sintomático do caminho por fim escolhido pelo rei.
4- Não sabe o que vai perder - R&B cafajeste. Um show de interpretação, os arranjos funcionam muito bem, a letra de primeira - antecipando os achados brilhantes de Cazuza. 'Jánão encontro mais palavras pra te convencer \ que por incrível que pareça eu gosto é de você \ Diz que eu nada faço por nós dois\ que venho uma semana e só um mês depois \ eu volto pra lhe ver, você não pode compreender \ Se eu agi assim, foi somente pra saber \ se existe por aí, alguém melhor do que você \ É... sinto muito mas eu sou assim \ sei que cedo ou tarde alguém vai lhe dizer \ Se vc me deixar, não sabe o que vai perder.
5 - Traumas - Nosso já bem conhecido Roberto. Noiado, cheio de strings horrorosos e um piano bem brega.
6 - Eu já tenho um caminho - O órgão e o coral quebrando tudo dão um tom meio Ray Charles do começo.
7 - Todos estão surdos - Uma das melhores composições do rei, e consequentemente, um dos melhores funks já compostos em língua portuguesa. Para se ter uma idéia do primor dessa canção, ela foi regravada por ninguém menos que Chico Science. E a versão do Roberto é melhor!
8 - Debaixo dos caracóis - A música que fez Caetano chorar, e não é pra menos. Arranjos simples, com destaque pra o violão letra também simples, mas sem a pieguice de mal gosto comum no rei.
9 - Se eu partir - Outra brega naipe Amado Batista
10 - I love you - Acho que é um ragtime. Música em estilo antigo pra tratar de um cara retrô. Bem bolada.
11- De todo amor - Mais uma dispensável.
12 - Amada amante - Outra brega, mas que se torna interessante porque abandona o string em detrimento de um órgão insistente, dando um tom de lamento religioso para um tema de duplo sentido. Expressa também - pelo tom exagerado da música - a opção definitiva do rei. Infelizmente, num disco com tantas canções excelentes, as que fizeram sucesso foram Amada Amante e Detalhes.

DOWNLOAD: http://www.4shared.com/dir/1876096/f9d33eea/Roberto_Carlos_varios_albuns.html
Pra quem se interessar, esse link contém todos os albuns do rei até 91... E aqui segue uma preciosidade... o album raro de 61, rejeitado pelo rei e raríssimo de encontrar... Junto com o Paebiru, do Zé Ramalho, vale até uns 4mil reais nas mãos de colecionadores...
DOWNLOAD:

terça-feira, 10 de abril de 2007

Fela Kuti


Resumo da ópera para quem nunca ouviu falar neste cara: Fela Anikulapo Ransome Kuti naceu Abeokuta, Nigéria (1938) em uma familía de classe média. Sua mãe, Funmilayo Ransome - Kuti, foi uma feminista ativa em um movimento anti - colonial, e seu pai, Reverendo Israel Oludotun Ransome-Kuti, foi o primeiro presidente da União Nigeriana de Professores. Ele mudou-se para Londres em 1958 com a intenção de estudar medicina, mas ele decidiu estudar música em um lugar na "Trinity College of Music". Enquanto lá, ele formou a banda "Koola Lobitos", tocando um estilo de música que Fela chamou de "Afrobeat". O estilo era uma mistura de Jazz Americano com "West African Highlife". Em 1963 Fela mudou-se de volta para a Nigéria e trabalhou como produtor de rádio para "Nigerian Broadcasting Corporation". Em 1969 Fela levou a banda para os Estados Unidos, e lá descobriu o movimento "Black power" atráves de Sandra Izsadore uma amiga do "Black Panther Party" qual ele teria uma alta influência em suas musicas e em suas visões politícas e renomeou sua banda para "Nigéria 70". Há que afirme que James Brown viu um do shows desse cara na década de 70 nos EUA e pirou admirado dizendo: "Esse cara quebra tudo".
Além do mais, a vida desse cara foi recheada de pirações e fervor...


Decidiu, em 1974, que sua residência seria um estado independente e lhe deu o nome de república Kalakuta. Depois de meter a boca nas autoridades, em um show de 77, viu sua mãe morrer durante uma invasão policial à sua casa. A senhora Olufunmilayo Ransome-kuti, então com 77 anos, foi arremessada pelos invasores do primeiro andar de Kalakuta. Ficou 27 dias no xadrez. Em 1978, casou em uma mesma cerimônia com 27 mulheres (muitas delas dançarinas e cantoras de sua banda) e batizou todas com seu sobrenome: Anikulapo-Kuti. Se candidatou, em 1979, à presidência da república da Nigéria. Candidatura rejeitada. Foi preso de novo. Dessa vez, em 1984, amargou 20 meses de reclusão. Morreu de Aids em 1997.


Espremeu o funk e o jazz, adicionou tempero africano e garantiu o sabor do caldo com o seu próprio talento e a extrema competência dos músicos que formaram suas big-bands. Inventou o afrobeat. Especialista na construção do grooves sólidos e duradouros, Fela gostava de sustentar a introdução instrumental por 10 ou 15 minutos – inserindo a melodia somente do meio para o final das músicas. Para isso, contava sempre com a levada de Tony Allen, linhas de baixo pulsantes e pontuação agressiva dos metais. Gravou mais de 80 discos em 30 anos.
Deixo para os interessados os links de um bom albúm (disco duplo) para serem baixados (download de graça e rápido): Fela Kuti "The Black président":
disco1:
http://rapidshare.com/files/24392475/The_black_pr_sident_disc_1.rar
disco2:
http://rapidshare.com/files/24420897/The_black_pr_sident_Disc_2.rar
e de brinde, deixo o link para uma gravação de uma Jam em 1983: "African Jam Session" de Fela Kuti, sua banda, Ian Anderson do Jethro Tull, Jack Bruce entre muitos outros( vale a pena ver estes caras em ação):
http://www.youtube.com/watch?v=2nmuLVGVUTs
e um bom texto, mais amplo sobre o Fela Kuti, pode ser lido no RadiolaUrbana:
http://www.radiolaurbana.com.br/index.asp?Fuseaction=Conteudo&ParentID=4&Menu=4&Materia=23
e boas refêrencias de discos do cara, podem ser tiradas do "All Music Guide"...


.Thiago "Bob" Coutinho-Silva

Concerto da OCAM


Acabo de voltar de um concerto da OCAM - Orquestra de Câmara da USP. No programa Ponteio n° 46 e 48 para cordas, de Camargo Guarnieri, e Sinfonia n°1, de Serge Prokofiev. Dessa vez sentei bem perto dos instrumentistas, e tirei algumas conclusões:


1) A figura do maestro sempre tem algo de muito ridículo. Se nos países do centro essa personagem já comporta algo de deslocado, por remeter a uma tradição aristocrática que já não porta os mesmos valores, na periferia, onde esses valores sequer se constituiram alguma vez, ela funciona como uma idéia fora do lugar presentificada... lembrando muito aqueles números de circo onde um palhaço rege uma orquestra fictícia...


2) Quando os russos pegam pra ser chatos, eles são chatos, e fazem questão de bramir sua chatice muito alto. Parece trilha de dramalhão mexicano - igual a porra do Tchaikóvski.


3) Brasileiro não sabe fazer música de concerto. Como já diria o Bruxo do Cosme Velho, por mais que Pestana tentasse compor uma sinfonia,ou um requiem, um simples noturno, o que ele era mesmo era o melhor autor de polcas da época... Não adianta, o maximo de aristocracia a que podemos almejar esta longe da grandiloqüencia dos mil instrumentistas de uma sinfonia de Mahler - é um banquinho e um violão com um nordestino desafinado por cima...

O dinheiro não é tudo, mas é 100%


Genial!
O melhor produto do gênero brega - brega como definiçãode gênero, caracterizado pelo uso dos tecladinhos programados - o hip hop do nordeste. Falcão troca as letras cafonas pela contradição - no melhor estilo dos irmãos Marx -e atira o mal gosto non-sense na cara da playboizada cult. E de quebra ainda atualiza Cazuza - deixando os versos muito melhores "Eu sei que a burguesia fede/ Mas tem dinheiro pra comprar perfume".
Fabuloso!

Da Lama ao Caos - Chico Science e Nação Zumbi


Genial!
Manguebeat ou, a inversão do Tropicalismo.
1 - A tropicália inovou ao fazer a guitarra trabalhar em pró da música brasileira. Distorcendo a macumba. A Nação junto com o Chico (o mais genial compositor e vocalista dos anos 90) inverte o processo e faz a música brasileira trabalhar em pró de guitarras, distorções, e funk music - não a acidez crua e sex de James Brown, mas o pop-rock funk do Red Hot na sua fase mais preta - além de desentranhar o drum'n bass inerente ao maracatu de baque virado, e o dub inerente à ciranda. A modernidade através do arcaico, sem choque - a periferia chegou no paraíso ou o centro desceu ao Inferno?
E nesse instante, criou-se o movimento mais inteligente da MPB pós moderna, e o som mais original dos últimos tempos.

De brinde, oceis ainda levam um show ao vivo do Nação com o Chico Science, da turne do primeiro disco! Raridade!
Download CSNZ ao vivo carnaval de Recife (O melhor carnaval do mundo): http://www.mediafire.com/?9jumjmxvjry
E ainda mais! Abril pó rock 1996:

Silvinha - 1971

Esse disco é muito bom... pra quem acha que só o Tim Maia tava fazendo black music de qualidade no Brasil naquela época... pode abaixar que é fino... agradeçam ao blog brazzilian nuggets...


Ronnie Von psicodélico



Quem falou que ele é só um rostinho bonito... pra quem dúvida, o disco de 67 tem Rogério Duprat nos arranjos, Mutantes e Beat Boys como bandas de apoio e participaçõa do Caetano... mas a obra-prima mesmo é o disco de 1968, que tem arranos de Cozzela - maestro concretista que arranjou o primeiro disco tropicalista solo do Caetano. É um dos melhores trabalhos da tropicália. Valew Breno pela indicação...









Guilherme Lamounier


Esse branquelo com sobrenome fresco e absolutamente esquecido da mídia e do público tem uns discos fantásticos de música preta, em especial nos primeiros discos. Também tem umas músicas bregas que foram trilha de novela ("Enrosca", "requebra que eu curto", "Eu gosto de fazer o que ela gosta")... o disco de 70, que nunca foi lançado em cd - e viva a internet - é muito bom. Soul, groove, blues, vozeirão, orquestrações explendidas (das melhores feitas no Brasil na época, para o gênero). Agora é só dar um clique e adquirir história....


Discografia - mp3Guilherme Lamounier (1970)http://www.gigasize.com/get.php/1088532/GL_1970.rar

Guilherme Lamounier (1973)

http://d.turboupload.com/de/471064/61o7ozurc4.html

Guilherme Lamounier (1978)http://rapidshare.com/files/23663075/Guilherme_Lamounier_1978.rar.html

Singles/Trilhas 1971-1984

http://www.gigasize.com/get.php/1088790/ST_19711984.rar

Stee Ray Vaugham - Live at Montreaux


Deixo claro que eu não sou daqueles que gostam de música para músicos - aqueles discos de virtuoses de um dado instrumento que dão um espetáculo de desperdício de técnica, a famosa masturbação instrumental. Pra mim, criatividade é tão importante quanto, ou melhor, é mais importante do que uma tecnica fabulosa - porque se criatividade é a forma de se executar determinado dado técnico, então esta é já tecnica, posto que forma e conteúdo são indissolúveis. Mil vezes um artista criativo sem técnica - Caetano - que pode transformar sua limitação em pretexto para uma transformação radical que um virtuose sem criatividade - Steve Vai e Joe Sartriani da vida. Portanto esse disco não é só para músicos curtirem, como uma imensidão de discos de jazz - que por trazerem esse rótulo se colocam acima de toda a crítica- existentes. Além de tocar muito o cara coloca alma e tesão nas suas interpretações. Abaixo algumas info chupinhadas de outros blogs:




Em 1982, Stevie Ray Vaughan foi convidado para tocar no Festival de Jazz em Montreux. Nessa época, ele era apenas um guitarrista promissor, conhecido no circuito texano de blues mas ainda não tinha lançado nenhum álbum.Com a necessidade de chamar a atenção de alguma gravadora, Stevie fez uma apresentação incendiária como de costume, mas foi vaiado pelo público presente.Com um misto de mágoa e revolta, Stevie mal sabia que aquele show mudaria sua vida. Na platéia estavam David Bowie e Jackson Browne e ambos reconheceram o seu imenso talento.Browne ofereceu seus estúdios para Stevie gravar seu primeiro álbum, "Texas Flood", enquanto Bowie o convidou para fazer as guitarras do álbum "Let's Dance". Estava dado o empurrão que Stevie precisava para fazer decolar sua brilhante e, infelizmente, curta carreira.Três mais tarde, em 1985, SRV voltou a Montreux agora como uma das principais atrações daquele festival onde já fora vaiado um dia. Dessa vez o público, já familiarizado com suas músicas, o tratou como herói.E mais uma vez, Stevie fez uma apresentação incendiária como, aliás, era a única maneira que sabia tocar.Esse áudio que estou disponibilizando foi ripado do DVD em 256 kbps. A vantagem é que o DVD traz 2 músicas que não constam do cd de 1985: "Cold Shot" e "Look At Little Sister", ambas com a participação do também já falecido bluesman Johnny Copeland, que toca também em "Tin Pan Alley" num dueto espetacular.O álbum todo é maravilhoso e só nos faz lamentar a perda prematura e irreparável de Stevie Ray em 1990.




Download de Live At Montreux 1982
1- Intro2- Hide Away3- Rude Mood4- Pride And Joy5- Texas Flood6- Love Struck Baby7- Dirty Pool8- Give Me Back My Wig9- Collins Shuffle

Download de Live At Montreux 1985
1- Intro2- Scuttle Buttin'3- Say What !4- Ain't Gone 'n' Give Up On Love5- Pride and Joy6- Mary Had a Little Lamb7- Cold Shot (with Johnny Copeland)8- Tin Pan Alley (with Johnny Copeland)9- Look At Little Sister (with Johnny Copeland)10- Voodoo Chile11- Texas Flood12- encore13- Life Without You14- Gone Home15- Couldn' t Stand The Weather

Fonte: http://fireballmusic.blogspot.com